12 de mar de 2014

FANTASMAS NOTURNOS

((Photography by Jan von Holleben)
                                                             


                                                                      - I -

Com o marido e o filho de 4 anos, Celina foi passar uns dias no sítio onde residiam seus pais. Apesar de adulta, era muito medrosa e qualquer sombra a assustava. O pai gostava de contar "causos" estranhos, desde que ela era criança, usando entonação na voz e mencionando fantasmas, volta de pessoa falecida para puxar o pé de quem a havia magoado, para pedir ajuda... e muito mais.

À noite, após ter colocado o menino na cama, cansado de tanto correr pelo quintal, reuniram-se para relembrar os velhos tempos. Novos "causos" apareceram e ela já estava ficando incomodada, quando resolveram ir dormir.

Acordou durante a madrugada sentindo que alguém se encostava às suas costas e até podia perceber sua respiração. Não tinha coragem de se virar e começou a suar frio. Tremendo, passou a cutucar o marido, que dormia profundamente. Já estava chorando baixinho quando ele acordou. Sussurrando, disse que havia alguém mais na cama e pediu que ele verificasse. Em princípio, sonolento, ele afirmou que devia ter sonhado e que voltasse a dormir. Ela passou a insistir, já desesperada. Quando ele acendeu a luz, começou a rir. Pode olhar, disse ele. Ao se voltar, bem devagar, ela encontrou o filho adormecido ao seu lado. 


                                                      - II -

O pequenino, com 3 anos, acordou durante a madrugada e foi até o quarto dos pais. Chegou o rosto bem perto do de sua mãe e ficou a olhá-la. Sentindo uma respiração tão próxima, ela acordou. No escuro, deu de cara com aqueles olhos que a fitavam e começou a gritar. O menino, assustado, passou a chorar convulsivamente. O marido, diante daqueles gritos, quase enfartou (kkkkk). Com o coração aos pulos, perguntou o que estava acontecendo e acendeu a luz. Só então ela percebeu o ocorrido. Acalmou-se, mas difícil foi fazer o mesmo com o filho, cujo susto, certamente, foi maior que o dela.

Ri muito quando minha sobrinha disse que estava cansada, em razão de uma noite mal dormida, relatando o fato. Tadinho do Matheus!


                                                                     Marilene



12 comentários:

  1. rssssssssssssss...Imagino o menininho!!! Isso acontece!Legal de ler, não de viver,rs...beijos,chica

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  2. Ainda bem que era o menino! rsrsrs...
    mas uma vez eu ouvi alguém respirar quando dormi em casa de uma de minhas irmãs. Não era ninguém, pelo menos, ninguém que eu pudesse enxergar... mistério...

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  3. Bom dia, Marilene!!

    Minha nossa!!!! rsrsrsr Coitado do menino! rsrs
    O medo é um instigador de imaginação...pensa-se de tudo, menos no real...rsrs
    Lindo conto! Aproveitando casos verdadeiros...rs
    Beijos, minha querida amiga!

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  4. A prova provada, se disso existisse alguma dúvida,de que certas histórias contadas às crianças pode ter nelas um efeito devastador no momento, e também no futuro.
    Sentir à noite uma respiração próxima, ou ver no escuro os olhos de alguém que nos fita, sem conseguir dar-se conta do que está a acontecer devido ao pavor por histórias de infância deve ser desesperante...!
    Gosto do sentido de humor com que escreves...:-) A narração fica muito agradável de ler.
    xx

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  5. Bom dia Marilene,
    Tive que rir também!
    Quando comecei a ler o texto, pensei que o ocorrido
    não fosse real...
    Acho que Celina traumatizou o menininho!rsrs
    Cada um com seus medos, não é mesmo?!
    Achei a imagem muito legal!
    bjs!

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  6. Olá, Marilene
    uma vez, eu li que, todos nós podemos perceber a ansiedade como uma característica da vida moderna que vem se acentuando a cada dia, atingindo desde crianças até os mais idosos. Recebemos tanta informação , que nesse ritmo frenético nosso cérebro se acelera de forma anormal e, por conseqüência, desconforto a quem necessita de descanso e repouso... Toda essa aceleração provoca o cérebro de alguma maneira, pois não o deixa descansar. Ficamos sempre agoniado(a) e angústiado, esperando que as coisas aconteçam ...Um receio que, dependendo da noite, poderá se transformar no maior dos medos. Parece que todos os fantasmas vêm à tona e nos vêmos como protagonista num filme de terror encenado em nossa cama...
    Gostei das duas...1-Tal como o pai de Celina, meus amigos, que gostavam de contar cada uma, que não conseguia mais dormir direito...
    2-Tadinho do Matheus,mesmo...
    Obrigado,belo dia,beijos!

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  7. rsrsrsrs...
    Não pude evitar as risadas ao imaginar a cena do susto da Fernanda. Tadinho do Matheus! - rsrs
    Previsível a reação da Celina, já que de natureza medrosa, e ainda mais indo dormir após reviver e ouvir 'causos' assombrosos-rsrs. Fiquei aqui relembrando dos casos de assombração que nosso pai contava e do medo que sentíamos-rs.
    Gostei da imagem.

    Beijo.

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  8. My God! Mari do céu, um susto duplo aí né? rsrs... ainda bem que tudo naum passou disso.

    Eu levei um susto desses quando minha filha acordou de madrugada e parou ao lado da minha cama e ali ficou em pé a me fitar. Nem sei pq, mas acordei e vi o vulto... Nossa, eu arregalei os olhos e de cara naum consegui dizer nada, estava confusa, mas depois eu distingui que era minha filha.... Dá medo essas coisas rsrs

    bjão

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  9. Tadinho!! hahahaha que susto!! Acho que ele não vai querer voltar para o sítio!
    :)
    Beijus,

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  10. :)))
    Os terrores nocturnos, os medos, tomam uma proporção enorme. Não sei o motivo por que à noite tudo é enorme, aterrador. A noção de que tudo está escuro tem um efeito devastador em nós. Umas pessoas mais que outras.

    Faço ideia da confusão lá em casa da sua sobrinha. Até acalmar tudo...

    Bjs

    Olinda

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  11. Hahahaha....fiquei imaginando a cena e o susto do pobre Matheus...essa foi boa Marilene, apesar de todos os sustos...rs!
    Bjks!

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  12. Pesadelos, são terríveis, tenho alguns de vez em quando, que meu bem tem que me acordar, detesto, mas issi acontece.
    Um abraço e que não tenhamos pesadelos...bjs

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