8 de jan de 2012

SENTIMENTOS

                                                       
(imagem internet - desconheço autoria)
                                                                 
Estive pensando nos sentimentos e no quanto são declarados sem verdade. Diz-se o que não se pensa, para agradar. E as cicatrizes ficam em quem recebe palavras soltas, sem real significado. Precisamos todos de amor, de carinho, de afeto, mas, sobretudo, de lealdade. Não se pode falar em saudade, quando a ausência não faz qualquer diferença. Não se pode chamar as pessoas de queridas, quando nem as conhecemos, de fato. As pessoas sensíveis conseguem distinguir o que está na entrelinhas, interesses, necessidade de bajulação, busca de retorno, simplesmente. A vida está a pedir que sejamos honestos. Respeito não é amor. Admiração não é amor. Podem até chegar a ele, mas, em princípio, não o constituem. Podemos viver sem declarar o que não sentimos, sem enganar, sem criar falsas expectativas. E isso até é uma forma de amor, porque , se não somos capazes de preencher vazios, não devemos colocar neles algo que não é real. Se não podemos proporcionar felicidade, melhor nos abstermos, que assumir vínculos que não nos são importantes.

O mundo precisa de amor, mas de um sentimento real, gratuito, verdadeiro. Se não o temos para oferecer, é necessário que alimentemos nosso íntimo, previamente, com outras inspirações, outros focos, até que aprendamos a nos doar. Até a esmola que se dá nas ruas precisa ter um fundamento digno. Não se joga fora, simplesmente, o que não se quer manter; isso não é doação. O caráter do verdadeiro amor pode estar em um simples gesto de afeto, diante de alguém que se sente só e abandonado. Uma palavra de estímulo vale mais que prêmios materiais. Um ensinamento vale mais que uma crítica, eis que esta dói e marca, profundamente. 

                                                              
Por mais que não estejamos a reconhecer a dor de alguém com a dimensão que ele vê nela, dizer que é insignificante em nada ajuda. O alcance da verdade difere de pessoa para pessoa. Ouvir serve de grande alento. E o silêncio pode falar mais alto, pode demonstrar respeito e carinho.

A autenticidade e a verdade produzem, sempre, bons resultados. Delas advêm a confiança e a estima. Isso é inquestionável.


                                                         Marilene


17 comentários:

  1. Olá, querida
    Aprender a doarmo-nos é um empenho diário... e vale a pena!!!
    Bjm de paz

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  2. Obrigado pela visita..
    adorei a visita..
    e que post ótimo,
    beijos

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  3. Mari querida...ups...ja falei querida de novo,mas sou assim, se eu me policiasse,ai sim, sairia falso.
    Te entendo perfeitamente, mas sinto que muitas vezes palavras carinhosas amenizam e facilitam a comunicação, dependendo de quem as diga.
    Sempre tive essa maneira de falar,e agora com essa virtualidade toda então, me vejo chamando de querida pessoas que nao conheço, mas gosto.
    Mas falsidade sentimos de longe, nisso concordo contigo e nao me venha com querida pra ca ou pra la que detectamos..rs...nisso voce esta certíssima!!!
    Bjks!!

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  4. Priemeio, ficquei muito feliz em ver que vc comentou mais uma vez em meu blog, já que andava meio sumidinha =(.
    segundo, não tenho como concordar melhor com vc!Também sou a favor do amor genuino, da doeçai caridosa , não do fazer por obrigação.

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  5. Marilene querida,como a Tatiana mesmo não lhe conhecendo pessoalmente és querida ao meu coração.
    Texto muito bacana!
    Um beijinho

    Lucia

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  6. Um dos mais realistas e melhores textos que já li no mundo virtual. Embora, eu tenho conhecido muita gente boa e interessante no âmbito cibernético, em poucos anos dentro dele, colecionei decepções. Impressionante mesmo, a facilidade de dizer "te adoro!", "que saudades!", "lindo(a)" e até "eu te amo!". Não sou santo, mas sou autêntico, embora costumam me interpretar mal, para muitos, eu que sou o complicado, o errado, porém, tenho auto-crítica, minha consciência está traquila, exceto, por algumas vezes ter magoado a minha amada, com minhas agressividades verbais.

    Quanto ao silêncio, em certas ocasiões, ele machuca muito.

    Incrível como no mundo tem gente demagoga e superficial.

    E, usando meu sarcasmo, sem querer te faltar com o respeito, Marilene, vou me despedir, como muitos se despedem no mundo virtual:

    Beijossssssssssssssssssss, dearest. Amo-te! rs

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  7. Bom dia,Marilene!!

    É verdade, mas só o tempo mostra quem realmente é honesto e quem não é...e as vezes nos enganamos...Se falamos a verdade, pensamos que todos são assim, e acreditamos...já me enganei muito...mas não me canso de ser sincera, ser verdadeira. Sei que o tempo se encarrega de mostrar quem não está sendo verdadeiro, e aproxima pessoas que são tesouros na vida da gente!!!
    **Lindo este visual!!!Não consigo vir o tanto que gostaria...vou nas poesias e fico por lá...rsrsr Mas adoro suas crônias, sempre nos instigam a refletir!
    Beijos!!!!

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  8. Oi Marilene,
    Gostei muito do texto e concordo inteiramente com ele.
    Beijos 1000 e uma semana maravilhosa para vc.

    www.gosto-disto.com

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  9. É um enorme prazer estar aqui e conhecer o seu blog. Sei como é gratificante receber um comentário e aprendi que atravéz de um simples comentario fazemos amigos e divulgamos nossos blogs e nossas postagens. Convido vc a visitar o meu blog e conhecer os 10 mandamentos do blogueiro. Um abraço Dado. www.dado.pag.zip.net msn dado.pag@hotmail.com ou atravéz da própria pagina.

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  10. Olá, Marilene
    Muito certa esta sua reflexão.
    Muitas vezes os "sentimentos" são apenas aparências, mentiras que não correspondem à realidade.
    Faço, apenas, uma ressalva, em relação à "mentira piedosa". Por exemplo, eu, que detesto mentiras, muitas vezes usei de mentiras piedosas durante a doença de meu Pai - encontrava-se com uma doença terminal mas não sabia, e eu sempre lhe menti em relãção ao seu verdadeiro estado de saúde.
    Mas é a excepção que confirma a regra. No restante, acho que sinceridade acima de tudo é o que está certo.

    Continuação de bom 2012.
    Beijinhos

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  11. Marilene, parabéns por mais essa belíssima publicação. Lamentavelmente os sentimentos tem se banalizado bastante. Sem generalizar, é claro, mas muitos sentimentos ou melhor, falsos sentimentos, acontecem em muitas vezes, movido à base de algum interesse, infelizmente. Um beijo no seu coração. Me perdoe se minha presença e os comentários por aqui nesse rico espaço não tem sido tão frequentes, é que estou envolvido com muitas tarefas profissionais e muitos projetos. Estou fazendo malabarismo para fazer o blog, mas sempre encontrarei um espaço de tempo para comparecer por aqui. Um grande abraço.

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  12. Gostei do seu blog.Vi O post sobre a chuva em BH, realidade que já dura mais de um mês.
    http://odiariodeanabelajb.blogspot.com/

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  13. Oie lindona.

    Concordo inteiramente com vc, sou pela sinceridade sempre.

    Beijos.

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  14. O que dizer diante de uma alma tão sensível e generosa? O afeto cura todas as doenças, é algo tão bom de sentir, de doar, e o mundo fica mais feliz, não é queridona? Não te "conheço" mas é querida. Um dia maravilhoso pra você, parabéns!
    Bjo grande!

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  15. Olá MANA,

    Sua crônica é bem racional.

    Concordo com suas colocações e destaco o que considero inquestionável:

    "O mundo precisa de amor, mas de um sentimento real, gratuito, verdadeiro".

    A sinceridade pode ser doce e respeitosa e apenas enobrece a quem se utiliza desta bela virtude.

    Beijos.

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  16. O que mata tudo é uma invenção que só veio dificultar as coisas chamada "conveniência"!

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