15 de dez de 2011

A CHUVA EM BELO HORIZONTE


                                                                      


                                                      
Chove, chove, chove... Ora desce a água lenta e seguidamente, ora em tempestade que assusta. Os estragos são cada vez maiores, os prejuízos incontáveis. Novidade??? Todos sabemos que não. As explicações já devem constar dos apontamentos de órgãos e políticos, sem necessidade de serem reescritas. Basta que abram as gavetas com documentos dos anos anteriores e escolham aquela minuta de discurso que, no entender dos mesmos, poderá causar mais impacto, provocar o lado emocional e a sensibilidade do povo. E, mais uma vez, esse mesmo povo tem que mostrar sua solidariedade, prestar ajuda, socorrer... até que a próxima estação das chuvas chegue.

A cada eleição, pronunciamentos contundentes a propósito da necessidade de tais e tais obras. Um conhecimento profundo a propósito das causas e das medidas saneadoras. Depois dos votos, papéis no lixo. Talvez esse tipo de obra não propicie os recursos que os bolsos de muitos esperam usufruir.

(janeiro 2009)

(dezembro 2011)
A jovem que presta serviços à minha sobrinha saiu, hoje, desesperada, eis que o muro situado ao lado de sua casa trincou e a chuva, certamente, fará com que deslizamentos venham a ocorrer. E a que trabalha comigo foi avisada que a terra está descendo ao lado da casa de seus filhos, podendo soterrá-los, juntamente com as crianças. O que nós, membros da sociedade, podemos fazer? Se as casas são levantadas em regiões de risco, porque a prefeitura não adota providências, logo no início, impedindo a construção? Porque alvarás são concedidos contra posicionamentos técnicos, substituídos por outros favoráveis, eis que as construtoras têm poder de barganha?

Minha indignação frente a essas repetidas situações, esse sofrimento, essas perdas é constante. E me sinto impotente. Só nas eleições podemos mostrar a insatisfação. Manifestações populares bastante chamativas, capazes de provocar a presença da imprensa, poderiam, eventualmente, servir como grito. 

Já sabemos que o Natal, para esses, será de preces para que consigam permanecer vivos até que a chuva passe.


                                                         

12 comentários:

  1. Oi Marilene!
    Que triste e desolador!
    Pensar que isto acaba ocorrendo sem que se tome a devida providência é lastimável! Uma vergonha ter políticos que fecham os olhos para isso!
    Beijinhos e paz!

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  2. que post ótimo! realmente eh uma pena! a gente vê como o japao ja se recuperou do tsunami e o brasil ainda nao se recuperou das chuvas de janeiro! uma vergonha!
    bjs

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  3. Marilene

    Minha irmã hoje me ligou e contou como as coisas estão complicadas por ai.
    Post maravilhoso!
    Uma vergonha já anunciada a cada ano.
    Um beijo minha amiga e vamos rezar por essas pessoas que não tem a nossa sorte.
    Um beijinho

    Lucia

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  4. Oie lindona.

    E isso e aí, é aqui é por todo lugar desse nosso Brasil, como se chuva fosse coisa de outro mundo ou acontecimento raro, sabemos sempre quando é a sua época e já ficamos de coração na mão, a espera dos acontecimentos de sempre, vai fazer um ano da grande tragédia daqui de Friburgo e pouco se fez e é sempre assim, nem sei se eleição resolve, entra e sai e continua sempre a mesma coisa, nenhum resolve nada e fica o povo contando seus mortos, e seu prejuízo.

    beijos

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  5. INfelizmente nossas preces!
    Beijos amiga e boa noite!

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  6. MARILENE, em princípio não podemos desanimar. Temos muito é que lutar para ver se conseguimos virar esse quadro.
    Vendo por outro ângulo, acho que não somos "trouxas" para ficarmos suportando "diplomaticamente" esses acontecimentos. Como você colocou na postagem, a resposta das autoridades "já está na gaveta, prontinha". Todos os anos é a mesma coisa. Eu acho que é até um pecado rezar para que essas tragédias diminuam ou desapareçam. Será que estamos pensando que o nosso Papai do Céu vai mandar parar de chover só porque os políticos não se importam com as necessidades básicas de uma cidade e de um povo?
    Com a credibilidade que eles tem, acho mais fácil colocarmos nas costas de Deus do que eles simplesmente cumprirem suas obrigações.
    Muito boa e necessária a sua postagem.
    Bjos.
    Manoel.

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  7. Oi MANA,
    Todo ano a "novela" se repete. São tragédias anunciadas, infelizmente!
    Você se posicionou muito bem a respeito do assunto.
    Espero que todos possam ter um Natal de paz, em suas respectivas casas, e não em alojamentos para desabrigados.
    Beijão.

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  8. Oi, Marilene.

    Acho que a tática de muitos governantes é "vencer pelo cansaço". Porque não é possível que todos os anos, nos mesmos períodos e nos mesmos lugares ocorram enchentes que destroem moradias, ruas, vidas. E as pessoas parecem "esmorecer", tentam até se "conformar". Digo isso porque em Salvador, onde moro, na época das chuvas acontecem verdadeiras tragédias - e tudo fica "por isso mesmo".

    Eu acompanhei pela TV um protesto de moradores de BH fechando uma via para exigir solução. Eu acho que isso e também tentar fazer o protesto lá na prefeitura, na câmara municipal, nestes lugares onde as "decisões" (sei) são tomadas.

    Que o Natal destas famílias seja de reconstrução...mais uma vez.

    Bj e bom final de semana.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Marilene querida, é triste presenciar tanta desorganização e falcatruas.
    Realmente quem governa cada Estado, deveria fazer isso sem segundas intenções.
    Mas ainda não chegou aquele que realmente faça valer os direitos do povo.
    Os mais humildes sofrem com o descaso, preconceitos, quase nenhum dinheiro, muito trabalho, e se abrigam em lugares de riscos, vivem esquecidos como se tivesse uma doença contagiosa. Minha amiga! Isso é muito TRISTE.
    Assisti pela televisão o que aconteceu em Belo Horizonte.
    Os lugares que estas pessoas ,mais simples conseguem ter um lar. Infelizmente é numa área de risco. Se a preocupação de quem pediu voto fosse realmente “cumprir” as promessas cobertas de mentiras . Tudo seria diferente. Mas eles deslembraram que, devemos amar o próximo como a nos mesmo, e criaram a lei entre todos da espécie CUIDE-SE QUEM PUDERE.

    Beijinho amada

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  11. Há disso em muito lado, porque o desenvolvimento sem rédeas altera o que a Natureza fez durante milénios...
    Querida amiga Marilene, desejo que tenhas um Bom Natal e um ano de 2012 muito feliz, extensível aos que te são mais queridos.

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  12. OI MARILENE!
    TRISTE DE SE VER O SOFRIMENTO DE NOSSO SEMELHANTE. E TRISTE DE SE VER O DESCASO DE NOSSOS
    POLÍTICOS.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com/

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