26 de ago de 2011

A ENTREVISTA



                                                             

Eu me preparei com elegância para a entrevista. Havia sido indicada pela empresa para participar de um curso. Soube, de antemão, que havia sérias exigências  quanto ao modo de trajar, mas isso não me preocupava porque já me vestia de maneira formal, para trabalhar. Aliás, na época, nem se podia fazer uma audiência trajando calças compridas, mesmo que o chamado terninho  deixasse as advogadas  bem apresentáveis.

A timidez que conseguia esconder no ambiente profissional aflorava nessas ocasiões. Não entendia o porque de uma entrevista seletiva já que todos os participantes eram indicados , tinham curso superior e exerciam atividades que requeriam empenho e competência.

Lá fui eu, com o coração descompassado. O que desejariam saber, me perguntava. Pensar em uma reprovação me assustava, não saberia conviver com isso.  Quando cheguei, bem adiantada, percebi que a sala de espera estava lotada. E que a maioria dos candidatos era do sexo masculino. Fiquei ainda mais ansiosa, pois até chegar à porta de acesso ao local onde estavam sendo realizadas as entrevistas, teria que atravessar um enorme salão, observada por toda aquela gente desconhecida.

                                                               

Não conseguia relaxar. Cada vez que alguém era chamado, todos o olhávamos passar e, inconscientemente, o avaliávamos.  Quando ouvi meu nome, levantei e desejei voar até a porta. Como tinha que caminhar, respirei fundo e comecei meus passos.  No meio do salão, escorreguei e... TIBUM, me estatelei no chão (kkkkk). Levantei com tamanha rapidez e ouvi uma das várias pessoas que correram para me ajudar, dizer: você nem nos deu tempo para auxiliá-la. Machucou-se? respondi que não, agradeci e quase corri para a bendita porta.

Nunca vou esquecer aquela queda. Recordo cada detalhe da roupa que usava. E durante todo o curso, que durou uns seis meses, tinha certeza de que, ao me verem, meus colegas também se lembravam dela. Mas , em nenhum momento,  ouvi qualquer comentário a seu respeito.


Imagens tiradas da internet . Se, inadvetidamente, estiver ferindo direitos, gentileza comunicar, para imediata correção.

18 comentários:

  1. Marilene

    Cada entrevista é um teste à nossa capacidade, mas a de que falas, era mesmo teste à partida.
    Mesmo quando de tem prática e queremos focar determinado assunto, pedimos aos deuses que o próprio entrevistado se abra, que nos deixe conduzir bem as questões, de antemão planeadas.
    Beijos

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  3. Essas entrevistas mexem mesmo com nossos nervos.rs

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  4. Em certas situações quando queremos e precisamos ser "donas de si", é que as coisas parecem vir por água abaixo.Já estive em algumas situações semelhantes, tensas, que exigiam seriedade, concentração, onde eu precisa "mandar bem" e...
    lá ia eu metendo os pés pelas mãos, sem querer é claro!
    Gostei do seu relato.
    Bj

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  5. Nossa que transtorno!
    O fato de já estar nervosa com a situação, ainda mais uma queda.
    Tem que ter muitos nervos...
    Bom final de semana
    Xeros

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  6. OI MARILENE!!!
    O NERVOSISMO NESSAS OCASIÕES IMPERA SEMPRE, MAS O VESTIR ADEQUADAMENTE PARA A DITA ENTREVISTA, - MESMO SENDO INDICADA PELA EMPRESA PATRONAL - É IMPORTANTE, A IMAGEM QUE O ENTREVISTADO TRANSMITE, E AJUDA À IMAGEM VERBAL QUE NÓS ENTREVISTADOS PRETENDEMOS TRANSMITIR. A ESCORREGADÊ-LA E CONSEQUENTE QUEDA, LEVAM-ME A PRESUMIR, QUE NÃO TERÁS FURTURO A DESFILAR COMO MANEQUIM NUMA PASSERELE.(RSRSRS). EXCELENTE FIM DE SEMANA. BEIJOS...

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  7. Marilene, desculpe-me (?), mas, eu ri muito! -rs

    Adorei a postagem; abração,

    Rodrigo Davel

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  8. Aii Mari...que vergonha!
    Eu imagino como vc se sentiu...rsrsrs
    Desculpe,mas não pude deixar de rir,é realmente muito constrangedor,mas pelo menos vc conseguiu a vaga,isso que é o importante neah?!
    Beijosss

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  10. kkkkkkkkkkk!
    É triste pagar esses micos, mas eu já paguei vários também, rs!
    Faz parte do charme, despencar pra ser acudida, hahaha!
    =D
    Bjoo,
    Adorei!
    (que dizer..)

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  11. Quedas fazem parte de nossas vidas (duplo sentido), o importante é fazer como você, levantar e seguir em frente.
    Você me fez lembrar de um tombo, eu ainda jovem seguindo para uma entrevista de emprego, em pleno centro de BH. Estava de saia e caí na descida de pernas abertas de frente para um batalhão de pessoas que subiam a Rua Bahia, como um raio, levantei-me sem dar tempo que ninguém me ajudasse, seguí em frente. Fui aprovada na entrevista e trabalhei por um bom tempo nessa empresa. O único problema é que fiquei com dores nos fundilhos por um bom tempo rsrsrsrs.
    Beijos

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  12. Marilene, dizem que o mais importante de um queda é a velocidade que levantamos, e você se saiu muito bem.
    O bom aqui é que você pegou um fato, uma situação desagradável e transformou nessa história maravilhosa que agora nos presenteia.

    Gostei muito!

    Abraços!

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  13. Maaari, amiga isso foi nervoso!!! Mas vc teve agilidade e deu uma de Gisele Bundchen, levantou rapidinho, acho que sou eu do jeito que sou desajeitada começaria a rir no chão de tanto nervoso e não levantaria mais kkkkk

    :)
    bjokitas minha querida!

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  14. Oi Marilene, deve ter sido um horror rsss
    Eu tenho pavor de aparecer em público, é um bloqueio meu, sou extrovertida, converso bastante,mas no meio de estranhos sou uma negação.
    Acho que se eu caísse, ficaria estatelada lá,não levantaria, ficaria tipo desmaiada de vergonha kkkkkkkk se bem que é pura burrice né? não sei pq a gente tem tanta vergonha de certas coisas.
    Adorei o texto, beijos e bom domingo pra ti!

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  15. Marilene,
    Essa você não me contou (rsrsrsrsrsrsrsrs).
    Estou aqui sem conseguir parar de rir e imaginando a cena. Te conhecendo como conheço
    dá para imaginar a rapidez com que você se levantou...
    É cada uma que acontece, né mana?
    Beijos.

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  16. Até hoje eu fico pensando como consegui ser dirigente sindical e falar em público durante tantos anos. Acho que é porque eu bebia, só pode. Quando penso em encarar um teste, uma avaliação um olhar julgador, um público, dá um branco, um tremor, uma suadeira.rsrs.
    Imagino um pouco o seu drama.
    Abraços.

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  17. Isso mostrou sua força, não precisou de ninguém para te lvantar do chão.

    Belo blog, gostei viu!

    Bj

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  18. Oi Ma..nunca tinha vindo nesse seu cantinho..adorei...

    Um beijo e boa semana!!

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