25 de mai de 2011

POLÍCIA : CORRO? ( II )


 
                                                             
Já fiz uma postagem fazendo alusão a um inadequado comportamento policial. Não desmereço a instituição. Aliás, em sua essência, todas são benignas, o que não quer dizer que todos os seus membros o sejam. E quando me lembro do fato, ainda me incomoda o constrangimento a que expuseram, indevidamente, meu sobrinho.

Pois bem! Gosto de andar de táxi. Se vou a uma consulta ou a algum outro lugar cuja localização não conheço bem, não sei se há estacionamento próximo, ou se tenho que levar minha mãe, já idosa, prefiro ir de táxi. Há um ponto perto de meu prédio e chamo um dos motoristas de lá, por precaução. Eles temem os passageiros e nós a eles, infelizmente. E sempre procuro manter uma conversação. Já ouvi fatos muito interessantes contados pelos taxistas.
                                                       

Outro dia, minha irmã e eu fomos levar minha mãe ao médico. Para que ela não tivesse que andar, pegar chuva, fomos de táxi. E comentávamos a abordagem policial de meu sobrinho.  O taxista começou a participar de nossa conversa e contou uma experiência semelhante havida com um amigo da mesma companhia.

Em um domingo à tarde, seu amigo pegou um passageiro em uma avenida de BH. O homem, negro, forte e alto, trajava camiseta e short e carregava uma mochila.  No trajeto, uma viatura policial os fez parar e descer do carro. Com a quele jeito "gentil" que utilizam nessas ocasiões, fizeram perguntas e revistas.  Um deles quis saber o que havia na mochila e o passageiro informou, educadamente, que lá estavam seus objetos pessoais e os tênis, pois voltava de um clube. Os policiais, "educadamente", abriram a mochila e jogaram tudo no chão. O taxista estava perplexo, mas permanecia quieto. Quando viram que os objetos eram os que ele lhes tinha dito e nada encontrando de errado, disseram que podiam ir embora. Nesse momento, o passageiro perguntou quem ia guardar seus pertences, que ainda se encontravam no chão. Em tom de gozação, disseram que ele o fizesse. Não, respondeu. Vocês tiraram e vão colocar no lugar. O taxista esperava uma confusão e já estava preocupado. Nesse momento, o passageiro, cuja identificação nem tinham pedido, a apresentou. Tinha uma alta patente no exército e foi um tal de bater continência e pedir desculpas que o motorista teve que se controlar para não cair na gargalhada. Um dos policiais guardou tudo na mochila e , fazendo novas continências, foram embora.

                                             
Eu me senti vingada. Certamente não eram os mesmos que pararam meu sobrinho com armas em punho. Mas esses nunca mais vão cometer o mesmo erro. Provavelmente, ao ver um negro de camiseta, short e chinelos, pensaram que fosse um bandido. E nem seu documento pediram, passando a tratá-lo como tal.  Bem feito! Bem feito! Bem feito!!! Preconceito e falta de educação não são atributos para nenhum profissional, notadamente despreparados policiais, que se sentem poderosos por, simplesmente, usarem um uniforme que só dignifica os bons, e  portarem armas.



6 comentários:

  1. Bem feito! Bem feito! Bem feito! kkkk
    Também gostei.
    É mesmo muito abuso.
    Bom dia Mari.
    Xeros

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  2. Cara Marilene, é o que sempre digo para os meus filhos: "Não julguem ninguém pela aparência..."
    Gente boa e gente ruim encontramos em cada esquina, em todos os lugares e em todas as profissões ... não é a cor da pele, não são as roupas, não é a aparência, nem a posição social que moldam o caráter de um indivíduo.
    Bj.

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  3. UMA LIÇÃO PARA AQUELES POLICIAIS QUE, POR CERTO, NA PRÓXIMA ABORDAGEM, TERÃO MAIS CAUTELA E DELICADEZA.
    ALGUNS ENCONTRAM NA FARDA UMA MANEIRA DE DEMONSTRAR FORÇA E PODER, POIS INTIMAMENTE SE SENTEM COMO UM NADA, UM SER INCAPAZ DE OBTER RESPEITO POR SI SÓ.
    BEIJO.

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  4. Bem feito messssmo!
    Gostaria de ter visto só a cara dos abusados.
    Beijos e boa noite!
    Carla

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  5. Excelente, já ví casos assim em lojas comerciais, principalmente em shoppings onde a aparência do cliente faz a diferença.
    Infelizmente isso acontece diariamente, hoje o ter tem sido mais valorizado que o ser.
    Abraços.

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  6. Desapegar é difícil mesmo, mais dói...
    Beijos e boa noite,
    Carla

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