15 de mar de 2011

VITÓRIAS FEMININAS


Já vencemos muitas batalhas mas ainda não alcançamos todo o respeito e admiração que merecemos. Ainda somos vistas como consumistas, fúteis, incapazes de ocupar lugar de destaque em uma grande empresa, de comandar... e por aí vai .

Quando alguém se refere à força da mulher usa essas palavras para fazer versos, canções e até mesmo para se justificar face a situações especiais ou desafios imprevisíveis apresentados pela vida.

Na verdade, as vitórias femininas têm um valor muito maior, porque além de mostrar competência, ainda temos que vencer preconceitos e superar o medo que nos é incutido desde a infância.

Nossos sonhos começam com as bonecas. Podem ser de louça, de pano ou representadas por um pequeno pedaço de madeira ou outro objeto qualquer que passamos a cuidar com carinho e amor.


Desde cedo somos educadas para a submissão, para falar baixo, para fazer cursos considerados próprios para a mulher.  E muitas de nós assimila, de tal forma, essa equivocada cultura, que acrescenta mais um medo aos que naturalmente chegam ao ser humano, o de se expor, de arriscar. E esse medo acaba por ultrapassar a linha da área profissional e chega aos relacionamentos pessoais e afetivos, trazendo um inimigo poderoso - a dependência.

Das asas dos pais, muitas passam às do marido. E outras sequer tiveram a proteção dessas asas, lançando-se, de forma direta, a maridos que não conhecem ou não se interessam pelo universo feminino. E passam a vida inteira com medo, sem capacidade para reconhecer sua força - que é real , sem coragem para romper laços apertados demais, sem estímulo para fazer valer sua vontade.

Felizmente, não estou incluída nesse rol, inobstante também tenha sido educada para ser esposa e mãe. Venci algumas barreiras, cheguei à faculdade e me tornei financeiramente independente.  Não passei pela concorrência profissional porque consegui meu primeiro trabalho sendo aprovada em concurso público, assim como os demais. Três concursos, uma posição que me proporcionou a alegria de poder dizer que não devo favores por chegar onde cheguei. Isso, também, porque ser advogada da empresa me bastava. Não almejei altos cargos e nem me dispus a concorrer por eles. Apenas presenciei a luta das mulheres que os desejaram. Essas, sim, conheceram o preconceito e a discriminação.

Costumam dizer que hoje as coisas são diferentes e me permito discordar. A efetiva transformação só acontecerá quando as mulheres, na condição de mães, educarem suas filhas com outros valores, incutindo-lhes coragem, valorizando-as em todos os sentidos, proporcionando-lhes crescimento cultural, ambição profissional,  sem perda da ética e da feminilidade. Uma educação idêntica, para filhos e filhas.

E existe um dado considerável que não podemos deixar de lado : somos a maioria da população. Não parece porque as mulheres sonham muito e lutam menos.

Vamos fazer uma faxina em nossas mentes e jogar todas as pedras fora. Vamos nos mirar nos exemplos que aí estão. Vamos correr atrás de nossos ideais. Vamos nos preparar. E passaremos a ver mais mulheres no Senado, na Câmara, na administração das empresas, na liderança de associações. Vamos ser exemplos para as meninas de hoje e de amanhã se espelharem, com condições para participar da construção de um mundo melhor.
                                                             




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