30 de mar de 2011

MÚSICA





As músicas não envelhecem. As que têm qualidades permanecem para sempre e não nos cansamos de ouví-las, sejam clássicas ou populares. Elas são capazes de marcar certos momentos com tamanha intensidade , de forma que, ao ouvirmos delas algumas notas, voltamos no tempo e nos encontramos naquele curto espaço onde as escutamos e, por razões íntimas, as fixamos na memória.

Costumo compará-las às pessoas. Podem passar e nada deixar ou significar. Mas também podem se instalar em nossos corações, nos proporcionar prazer, nos fazer chorar de tristeza ou alegria, nos acompanhar por longos períodos e até para sempre.

Não encontrei, ainda, quem não gostasse de música. Lógico que a preferência recai sobre diferentes estilos. Os jovens, dificilmente, vão ligar o som para ouvir Roberto Carlos e cantores do gênero. Da mesma forma que não apreciam dança de salão, pois buscam rítmos mais ensurdecedores e soltos. Apreciam música eletrônica e, atualmente, estão participando daquelas festas chamadas de rave, com uma duração extremamente longa.  Quando meu sobrinho foi a sua primeira rave, eu nem sabia o que era isso. Ele explicou, estava ansioso, e fiquei muito preocupada. Imaginei loucuras. Minha irmã me disse, depois, que ela também sentiu temor, mas que ele é ajuizado e estaria com amigos , em local do conhecimento da família. Ficou encantado com sua primeira experiência e me falou que lá não havia só jovens de 18 anos, mas amigos com os pais e pessoas de mais idade. Mesmo assim, não tenho qualquer interesse em participar de uma rave.

Sou do tempo do dançar juntos, da música romântica. E é ela que me agrada. Sem dúvida, aprecio a música brasileira, rica em criatividade, em todos os sentidos. Não desprezaria nossos vários rítmos. São todos maravilhosos e apenas tenho algumas restrições à música sertaneja.

As mulheres, mais que os homens, acredito eu, associam momentos românticos e especiais a uma determinada música. Ainda que aquele momento seja algo do passado, vão se lembrar dele ao ouvir a melodia, só que não com o mesmo sentimento.


                                                          
Essa música gravada por Maria Bethania, que aqui coloquei, também me leva a uma ocasião especial, a um relacionamento feliz. Ficou no passado, mas a música sempre estará em meu presente, porque é linda. Tem uma poesia harmoniosa e profunda. Uma porta entreaberta deixa a possibilidade de se reverter o fim de um caso amoroso. Tenho a colocação como perfeita. Trata-se de composição de GONZAGUINHA, que merece ser postada em sua íntegra:



Grito de Alerta

Composição : Gonzaguinha
Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel...

Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel...

Não vê que então eu me rasgo
Engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida
É um rio secando
As pedras cortando
E eu vou perguntando:
Até quando?...

São tantas coisinhas miúdas
Roendo, comendo
Arrasando aos poucos
Com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos
Num jogo de culpa
Que faz tanto mal...

Não quero a razão
Pois eu sei
O quanto estou errado
E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento
Em que o copo está cheio
E que já não dá mais
Pra engolir...

Veja bem!
Nosso caso
É uma porta entreaberta
E eu busquei
A palavra mais certa
Vê se entende
O meu grito de alerta
Veja bem!
É o amor agitando o meu coração
Há um lado carente
Dizendo que sim
E essa vida dá gente
Gritando que não...


Além de ser um presente para quem partilha desse meu sentimento com relação à música, deixando-a nesse meu diário posso ouví-la sempre que abrir a página do meu blog.

E viva a música!!!!!

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